sábado, 2 de novembro de 2013

Inconsciente O ar Que acabei De inspirar Já é passado E se pudesse Com meu dedo Os ponteiros Do relógio Empurrar E o tempo Voltar No maquinário Nas engrenagens Do eco Silencioso Dos tique-taques Onde cada segundo Se eternizava Em meu Imaginário Como o ponteiro Do minuto E do segundo Caminham Juntos Numa Realidade Ilusionária Numa verdade Hipócrita Tornei-me Visionária E lada A lado Lá estavam Meu inconsciente, Consciente Misturando Passado E presente Do riso Sarcástico Do grito Desolado Agonizado Sem fundamento A lágrima Que cai O vazio O buraco No peito O descompasso Não há Como fugir Não há Pra onde Ir Porque, se está No fundo E não há coragem Que justifique Essa covardia E um dia A água Brotada Inodora Insípida Sobe pela corda No balde Solte a corda Puxe a corda Dê corda Acorda O tempo Não pode parar Milena Ribeiro

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