quinta-feira, 31 de maio de 2012

Capítulo 4 Dr. Nogueira realmente era uma figura enigmática,quando penso saber dele ,menos sabia quem era tão notável figura ,que viria a fazer parte da minha história. Sem pre rondando a casa na espreita,como um detetive querendo descobrir algo que pudesse me orgulhar na verdade.Na terra do Acre,nada se tendo a fazer,o ser que souber sonhar viverá uma vida plena de alegria,por saber ,que viver é a arte de inventar. Fui pega de surpresa naquele fim de tarde de uma segunda feira,de brisa suave e uma noite já enluarada,pois já se postara no céu como a avisar que meu destino estava começando,ou seja prenuncio de eras que adviriam mais tarde,mudando o rumo de minha vidinha. O convite veio de imediato,você quer nos acompanhar até o centro?sabia que o centro ,era a tal casa das almas penadas,que ele e sua esposa débil,frequentavam e eram os fundadores e unicos frequentadores.Corri até minha casa para pedir permissão ao meu pai. Surpresa,por ter deixado tão rápido,porque me vinha lampejo de medo e desejo de que meu pai disesse não.Certa de que teria que cumprir minha palavra ,partimos ,para aquela casa tão suspeitada por todos ,cujo nome pessoas se negavam a pronunciar,pois temiam o que podia lhes acontecer.Afinal não era todo dia que se conhecia alguém que falasse com os mortos.Fui remoendo e procurando um jeito de não entrar no centro do Dr. Nogeueira. Já próximo ao local,pude ouvir gritos de alegrias,eram meus amigos jogando bola ,justamente em frente ao centro do Dr.Me veio então a idéia,chegando ele tirou do bolso as chaves e convidou-me a entrar,um calafrio percorreu minha espinha e então disse não prefiro ficar aqui do lado de fora esperando,ele me olhou sem surpresa,como se esperasse o ocorrido.Ele adentrou o centro e eu fui jogar bola com os meus amigos,que tão bem conhecia,sem rejeição pois precisavam de mais um e sabedores de que eu jogava modestamente mais do que pra menos,logo fui aceita e esqueci do Dr. só lembrei dele depois que ouvi sua voz a me chamar e soube então que teria que sair da brincadeira que me fazia tão bem,pois desde sempre me dava melhor com o sexo masculino,por saber lidar tão bem com eles,não me perguntem como,pois nos meus seis anos,acredito que era como se já soubesse estar junto a eles,sempre com imponencia e liberdade de expressão sem palavreado brutal como era de costume por parte deles.As meninas sempre tive mais dificuldade para conversar ,lidar ,não me perguntem porque. Já não tinha ninguém como amiga ,com excessão da Arlete,uma jovem da mesma idade ou mais velha dois anos..Arlete Calixto,é uma história pra outra hora. Voltei pra cas com o Dr. e ai soube por irmãos na hora de dormir,que ele falava mesmo com os espíritos e queria curar sua esposa,pois ela nasceu saudável e que na idade já amadurecida ,e que tinha adoecido,mas não souberam me informar porque. Bom vocês já perceberam o mistério ainda continuava,e eu haveria de descobrir. Pois persistir era minha meta,meu lema jamais desistir.

domingo, 27 de maio de 2012

im eshkachech, if i ever forget thee, Jerusalem

Capitulo 3 Dr.Nogueira Bom ,era curioso como sendo uma menina nos 6 anos de idade tivesse tanta vontade de descobrir quem era aquele homem,misto de bondade misturado ao mal.Era assim que eu o via.confesso que tinha medo daquele homem tão sisudo e ao mesmo tempo tão dócil? Era um homem de baixa estatura,cabeleira negra,basta de olhar indagador,sério,quase não se ouvia o tom de sua voz,mas quando pronunciava algo era como se cantasse uma bela melodia que vinha de seus olhos e lábios.Que homem belo ficava,com seu avental branco reluzente.Tinha dois cachorros veroz,que tomavam conta da grande casa,como seria dentro daquele casario frio de corredores enormes,onde dariam os aposentos,frios de paredes sóbrias poucas cadeiras,mas deu um bom gosto nas cadeiras trançadas de palha. De vez enquando aparecia uma cadeira de balança,onde uma senhora semi gorda,de tez branca se assentava,sempre sorrindo.Mas não era um sorriso comum,talvez aqueles sorrisos de alguém débil que ri sem saber porque. Parecia uma criança que necessitava de reprimenda do pai.porque digo isso? ao passar por perto dela ,sentia uma espécie de medo,abria os braços tentando nos pegar,como se quisesse nos pegar para fazer nos mal. ao gritos de horror como se estivesse louca,desesperada na tentativa vâ de pegar um braço para morder,pois ensaiara várias vezes,mostrando os dentes alvos e longos,numa tentativa inútil,gritava de dor e desespero. Ao nosso lado aparecia ele o Dr.Nogueira,mandando que nos afastassemos dali,acalmando a esposa como se fora criança,ficava ali,olhando sem nada entender. Voltava pra cas pensativa,sem nada a dizer a ninguém. Quando eu tive dor de dente,pensei,agora é a hora de conhecer tal cas e seu mistério. Num,velho salão,pequeno mas grande devido meu tamanho que o via assim,hia pedir-lhe ajuda para sanar minha dor.me acomodava na velha cadeira antiga de pedal,mandava abrir a boca e passava aquela agulha horrível no dente doído,limpando assim,para logo em seguida colocar uma cera que parecia de abelha ,mas de gosto ruim,me mandando logo pra cas,como se quisesse se livrar de mim.Nada me cobrou,agradecida lhe pedi se precisasse de mim,podia me chamar que eu o atenderia em suas necessidades. O tempo passou,e um dia ensolarado,vi uma mão acenando pra mim,como a me chamar.Pensei orgulhosa,agora pagarei o que lhe devo,e ganhei um amigo,creio eu. Disse -me pode ir buscar no hotel Madrid,minha marmita?pois hoje estou ocupado com meus pacientes e não poderei ir.nesse caso nem fui pedir ao meu pai,me senti grata por poder ajudar,mesmo que me custasse uma surra,não me incomodei. Voltei coma marmita cheirando a comida caseira,apetitosa e convidadtiva,pensei como seria bom comer dessa comida. Entregando a marmita,fui convidada a entrar para almoçar com aquela figura incomum. Adentrando na velha mansão,percebi a frieza das paredes de tijolos,tão fria que parecian m pra mim,a mansão dos filmes de terror,mas que atrai ao mesmo tempo. Olhei a senhora já sentada a mesa com o mesmo sorriso de desdém,tive vontade de sair correndo,mas a fome o cheiro da comida eram convidativos,e falavam mais alto dentro de mim.sentei-me a mesa e comi,sem olhar pra mulher ao meu lado,no termino do almoço,ele mesmo tirou a mesa,levando lá pra dentro,voltando e pegando sua esposa ,levou-a ao banheiro para a tal higiene bucal.Levantei e fui atrás para observar mais de perto,e percebi que os gestos nobres de paciencia que vinham daquele homem,me deixou mais curiosam,como teria sido,o que aconteceu para ela estar tão dependente dele?.Pois tendo pernas perfeitas,braços e todos os orgãos funcionando,somente a cabeça era de uma criança.Logo imaginei ai tem história um discobrirei. Ouvi sua voz ,repreendendo a senhora e ela tentava balbuciar algo que eu não consegui entender.Bom era hora de ir,pois meu pai já devia estar preocupado comigo,supus,pois a única filha que o atendia nas suas necessidades era eu por ser caseira e estar sempre por perto.Meu pai estava já nervoso,mas nada dizia,sempre calado,já vinha falandocomigo puxando a orelha,que tinha um rasgo que nunca sarava,tanbém não disse onde estava e fui fazer o que me pediu.Buscar carvão na rua 6 de Agosto,longe dali,fui,mas decidida a voltar outra hora lá na casa do Dr.Nogueira,homem misterioso mas bom.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

"SEGUNDO CAPÍTULO" Bom falo aqui de sofrimento,pois só se aprende depois que passar esse crivo que nos traz a razão,sentido primordial da vida,chamada de "DOR". Aos seis anos aprendi a nadar,nun rio barrento de águas turvas de cor amarelo barro,senão existe ,inventei essa cor agora.Indo de encontro ao meu pai que tomou de minha mão e perguntou-me se gostaria de aprender a nadar.nesse intérim,não podia furtar-me de dize-lo sim.Colocou-me no colo,depois me pasou por cima dos seus ombros magros,e me jogando no meio desse rio barrento que cortava toda a cidade de Rio Branco,hoje sendo causa de muitas desgraças ,pois a enchente se faz presente sempre em Rio Branco/Acre. Bom pensei que aprender seria com o pai pegando pelos braços e ensinando,não lodo engano,nadar é muito mais que isso,é sobreviver a própria sorte é decidir sobre a vida.Decisões que as vezes no cotidiano,não sabemos como faze-lo,a não ser em momentos tão dificeis ,que escolher o que se deseja tem que prevalecer.Nesse cenário de pavor,medo,misto de outros tantos sentimentos,me vi assim,morrendo engolindo toda água que não podia,e olhei pra pedir ajuda,pra minha surpresa vi meu pai andando ,subindo o barranco que leva a nossa casa.Me senti irada,com tanta voracidade de ódio que me vi debatendo e percebi,que ao bater dos braços e dos pés ,podia ficar assim submersa sem sentir-me afogada.Decisão acertada vi meu pai com ar de triunfo me olhando e pensei,morrer?eu?jamais vou ficar bem viva pra sua tristeza ou alegria ,só o tempo me daria essa resposta.Bom vencido enfim os piores momentos,nadei até a beira do rio caudaloso e fiquei assim,respirando cansada por não sei quanto tempo.Cansada sim ,mas viva e contente por minha decisão de manter-me viva. Por essa decisão ,percebi que ela viria mais tarde me trazer,lembranças do ocorrido e me confrontar com novas situações.Bom ,isso era pra mais adinte no decorrer da caminhada. No dia 2 de junho de 1962,acordei para uma nova vida ,que daquele dia endiante estaria traçando meu destino,para novas terras. Mamãe,não estava na cozinha,procurando em toda casa ,pude perceber ,que a mesma não se encontrava ali. Percebi que todos me olhavam,meus irmãos,meu pai,estavam sentados a mesa de madeira comprida retangularcom tanburetes feito de maçaranduba,madeira da região,pois sendo de arvores fortes e grandes seria duradoura para uma familia tão grande. Voltando-me para o que de fato me interessava,pude perceber que mamãe onde estivesse jamais voltaria,sentindo o silencio perguntei,e a resposta seria a já esperada,não estava e tão cedo voltaria,pois acabara de pegar o VÔO de manhã para ir ao Rio de Janeiro tratar de enfermidades,ou seja pancadas dadas por meu pai na cabeça de minha mãe causando assim,vários pontos,tanto na cabeça,quanto na orelha ,que havia sido costurada por 6 pontos devido aseu ciúme exagerado que havia feito ela viajar,em busca de ajuda médica pois não havia recurso na cidade para tal atendimento. Me faz lembrar do Dr.Edilon,médico que hoje sabemos ter sido de familias várias,atendendo em sua casa,dependendo do caso ou da gravidade da situação na casa do paciente. Hvia também o Dr.Nogueira,dentista amigos de todos ,homem que trazia consigo mistérios que como toda criança,ou seja como eu era tinha que desvendar,vou falar desse dentista ,tenha paciencia e continue lendo.Você vai se comover com o que descobri...