Infancia,adolescencia e vida adulta com suas esperriencias de vida.Seus amores e casamentos com surpreendente desfechos..
domingo, 27 de maio de 2012
Capitulo 3
Dr.Nogueira
Bom ,era curioso como sendo uma menina nos 6 anos de idade tivesse tanta vontade de descobrir quem era aquele homem,misto de bondade misturado ao mal.Era assim que eu o via.confesso que tinha medo daquele homem tão sisudo e ao mesmo tempo tão dócil?
Era um homem de baixa estatura,cabeleira negra,basta de olhar indagador,sério,quase não se ouvia o tom de sua voz,mas quando pronunciava algo era como se cantasse uma bela melodia que vinha de seus olhos e lábios.Que homem belo ficava,com seu avental branco
reluzente.Tinha dois cachorros veroz,que tomavam conta da grande casa,como seria dentro daquele casario frio de corredores enormes,onde dariam os aposentos,frios de paredes
sóbrias poucas cadeiras,mas deu um bom gosto nas cadeiras trançadas de palha.
De vez enquando aparecia uma cadeira de balança,onde uma senhora semi gorda,de tez branca se assentava,sempre sorrindo.Mas não era um sorriso comum,talvez aqueles sorrisos de alguém débil que ri sem saber porque.
Parecia uma criança que necessitava de reprimenda do pai.porque digo isso?
ao passar por perto dela ,sentia uma espécie de medo,abria os braços tentando nos pegar,como se quisesse nos pegar para fazer nos mal.
ao gritos de horror como se estivesse louca,desesperada na tentativa vâ de pegar um braço para morder,pois ensaiara várias vezes,mostrando os dentes alvos e longos,numa tentativa inútil,gritava de dor e desespero.
Ao nosso lado aparecia ele o Dr.Nogueira,mandando que nos afastassemos dali,acalmando a esposa como se fora criança,ficava ali,olhando sem nada entender.
Voltava pra cas pensativa,sem nada a dizer a ninguém.
Quando eu tive dor de dente,pensei,agora é a hora de conhecer tal cas e seu mistério.
Num,velho salão,pequeno mas grande devido meu tamanho que o via assim,hia pedir-lhe ajuda para sanar minha dor.me acomodava na velha cadeira antiga de pedal,mandava abrir a boca e passava aquela agulha horrível no dente doído,limpando assim,para logo em seguida colocar uma cera que parecia de abelha ,mas de gosto ruim,me mandando logo pra cas,como se quisesse se livrar de mim.Nada me cobrou,agradecida lhe pedi se precisasse de mim,podia me chamar que eu o atenderia em suas necessidades.
O tempo passou,e um dia ensolarado,vi uma mão acenando pra mim,como a me chamar.Pensei orgulhosa,agora pagarei o que lhe devo,e ganhei um amigo,creio eu.
Disse -me pode ir buscar no hotel Madrid,minha marmita?pois hoje estou ocupado com meus pacientes e não poderei ir.nesse caso nem fui pedir ao meu pai,me senti grata por poder ajudar,mesmo que me custasse uma surra,não me incomodei.
Voltei coma marmita cheirando a comida caseira,apetitosa e convidadtiva,pensei como seria bom comer dessa comida.
Entregando a marmita,fui convidada a entrar para almoçar com aquela figura incomum.
Adentrando na velha mansão,percebi a frieza das paredes de tijolos,tão fria que parecian
m pra mim,a mansão dos filmes de terror,mas que atrai ao mesmo tempo.
Olhei a senhora já sentada a mesa com o mesmo sorriso de desdém,tive vontade de sair correndo,mas a fome o cheiro da comida eram convidativos,e falavam mais alto dentro de mim.sentei-me a mesa e comi,sem olhar pra mulher ao meu lado,no termino do almoço,ele mesmo tirou a mesa,levando lá pra dentro,voltando e pegando sua esposa ,levou-a ao banheiro para a tal higiene bucal.Levantei e fui atrás para observar mais de perto,e percebi que os gestos nobres de paciencia que vinham daquele homem,me deixou mais curiosam,como teria sido,o que aconteceu para ela estar tão dependente dele?.Pois tendo pernas perfeitas,braços e todos os orgãos funcionando,somente a cabeça era de uma criança.Logo imaginei ai tem história um discobrirei.
Ouvi sua voz ,repreendendo a senhora e ela tentava balbuciar algo que eu não consegui
entender.Bom era hora de ir,pois meu pai já devia estar preocupado comigo,supus,pois a única filha que o atendia nas suas necessidades era eu por ser caseira e estar sempre por perto.Meu pai estava já nervoso,mas nada dizia,sempre calado,já vinha falandocomigo puxando a orelha,que tinha um rasgo que nunca sarava,tanbém não disse onde estava e fui fazer o que me pediu.Buscar carvão na rua 6 de Agosto,longe dali,fui,mas decidida a voltar outra hora lá na casa do Dr.Nogueira,homem misterioso mas bom.
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