Infancia,adolescencia e vida adulta com suas esperriencias de vida.Seus amores e casamentos com surpreendente desfechos..
sexta-feira, 27 de julho de 2012
CAPÍTULO SEIS
a NOIVA.
Bem pensei aquela semana inteira,sobre o que eu havia descoberto através da fofoqueira do segundo Distrito,local onde moravam as pessoas de classe média e pobres.
Pois a cidade de rio Branco era dividido pelo rio Púrus,onde se localizavam ,o primeiro Distrito onde habitavam os ricos,e os filhinhos bestas dos papais ,e o segundo era onde eu e minha família morávamos.
Para se chegar do outro lado existia catraias a remo ,um pequeno barco de transporte,
para no mínimo 10 pessoas.existiam duas categorias de barcos de transportes de pessoas,as pagas e as de graça que eram administrada pela governadoria do estado.
O canoeiro ,era um senhor magro,deficiente,tinha uma perna seca e menor que a outra,era esquisito,nunca falava,era um senhor sisudo,dava um medo danado daquele homem.Ficava de manhã até as 12 hs e parava para retornar as 14 hs.
Bom em se tratando de um lugar pequeno eu tinha que fazer minha vida se movimentar e não ficar tão entediada.Estava sempre observando,atenta as conversações dos adultos ,que nunca falavam próximos as crianças,pois diziam :onde tem adultos conversando,crianças não devem estar presentes,nem se pronunciar.Nas visitas do compadre de meu pai,seu Odilon,homem falante que pitava um cigarro de rolo de fumo,que cheirava mal,e algumas vezes o vi pela fresta da parede da sala da casa de madeira,ele
puxar uma pequena faca ,um fumo de rolo e cortar um naco do tabaco e colocar na boca,vindo a mascar por diversas vezes e cuspir de lado,um cuspe amarelo e nojento,sabia que quando ele saisse ,eu seria a escolhida para limpar a tal sujeira.
Conversa vai,conversa vem,ouvi uma história que me deixou perplexa.
-Sabe cumpadre,sempre me pego pensando no absurdo que aconteceu com sua vizinha,a que
trabalha no correio,aquilo cumpadre foi uma tragédia das boas,também toda a cidade falou do ocorrido o ano todo.(risos)
Eu estava ali atenta esperando a história,vamo povo fala logo,meu coração batia aos tropeços saltando pela boca com medo de ser descoberta e não poder ouvir a tragédia tão falada que nunca ficara sabendo.
Coitada sempre tão quieta,ficou muda a senhorita ,mas sempre de nariz empinado cumpadre.è isso é,mas noiva ,tanto tempo né?casa já montada,igreja já marcada pro casório,inté a família já tava vindo de Manaus,do pará também,a cidade toda prontinha pra assistir ao casório....
Respiraram,tossiram cuspiram e eu lá doida de vontade de ouvir o resto...
rezava ,sério era de rezar mesmo,nem sabia muito ,mas tentava,afinal ainda nem havia feito a primeira comunhão,nem havia entrado pro grupo escolar,só quando estivesse com 7 anos.mas vamos lá ao que interessa,meu pai assobiou,e deu uma olhada lá no quarto pra ver se estava dormindo,fingi dormir.Quando ele retornou a sala,voltei pro meu lugar de hábito,ali era meu confessionário,mas eu era o padre só ouvia.
Ela era muito bonita mais de dez anos noiva,ela teve até que fazer promessa lembra cumpadre.
-lembro coo não houvera de lembrar,coitada!
Coitada nada,muito ezigente,nariz empinado,gente assim acaba semore mal.
mas cumpadre o que deu no noivo maluco?homem doido,se é comigo matava o frango,na hora e deixava lá estribuchado,onde já se viu deixar a noiva no altar esperando e
fugir com a irmã?(cusparada)vote cumpadre,nunca mais se soube deles,será que estão vivos?o povo revoltou.
E ela coitada a mais de anos nunca mais deixou de vestir branco,parece até alma penada andando por ai.Não fala com ninguém e nem se sabe se tem odio ou sei lá o que mais,deve ter é vontade de matar se encontrar o desinfeliz.
Pois é cumpadre,tenho uma espingarda de dois canos ,é pra quem tentar se aproximar de uma de minhas filhas,ai do doido que tente...(gargalhada)
Bom vou indo cumpadre,a conversa tá boa mas tenho que ir mijar andando.
Corri pra cama e fiquei pensando,caramba nessa cidade pequena esquecida de meu Deus acontece de tudo,quem diria a pobre senhora de branco e muda ,foi abandonada na igreja.Pensei,pensei e depois de limpar a sujeirada do seu Odilon,fui dormir pensando ainda naquela conversa que jamais esqueceria.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
A descoberta,segredo revelado.
Quinto capítulo.
Pois bem,naquele dia estava muito chateada por nada ter a fazer ,os meninos haviam sumido como por encanto,onde andariam?devaneios,perguntas sem respostas,enfim nem o mistério do Dr, Nogueira havia descoberto.Andei a ermo pelas redondezas e ouvi meu nome,ser pronunciado por diversas vezes,me virei e dei de cara com dona Nenem,mulher magra,meio feia,falante,alta arrogante e dona de um hotel com muitos quartos de aluguel,uma cozinha com cheiro bom,de quitutes frescos e convidativos.perguntei e antes que me respondesse o que queria ,já me encontrava perto da dita cuja,não gostava daquela mulher,mas a necessidade de estar sempre esperando uma comidinha feito por ela ,que não era de se recusar,atendi seu chamado e ouvi atenta o que queria de mim.
Ela era casada,separada do dono da venda da região,onde meu pai fazia compras para pagar no fim do mes,quando recebias as vezes do quartel onde trabalhava,e que mais das vezes ficava sem receber por seis ou sete meses.perceberam porque mesmo não querendo falar com essa gente fofoqueira ,invejosa e traiçoeira?eu tinha que atender a bruxa,porque ganhava dinheiro e dava para meu pai.Bom eu tinha que ir na venda do ex.marido pedir algo bem pequeno,e quando ele se voltasse para ir buscar pois era para sua mulher usar no hotel Madrid,tempero para cozinhar.Quando ele se voltava para ir buscar,ela vinha por detras e pegava uma porçao de coisas,inclusive várias garrafas de azeite,dai ele vinha com o alho e nem notava nada,pois ela saia antes dele voltar.
Aproveitei esse momento,em que estava na cozinha dela para perguntar sobre o Dr.Nogueira,o que ele escondia de tão precioso?
Ela me perguntou-Quer saber?vou lhe contar,mas não conte pra ninguém tá?promete?
dobrava os dedos voltados pra trás e respondia ;prometo.
Bom, então sente ai,pois é longa a história.
O dr. sempre viveu sozinho,tinha um amor na Amazonia,mas era proibido.
Proibido?surpresa me acheguei mais pra perto,pois tinha ali uma bela história.
Já ha muito tempo ,ele vem se correspondendo com ela na encolha,mas já preparava sua partida tão logo pudesse,e logo sendo moço já formado precisava de uma esposa,e ela era a escolhida.Um dia depois de anos de correspondencia,resolveu ir busca-la.
??....
não diga nada só escute,ele foi determinado a traze-la,não sei o jeito que daria ,pois ela tinha um marido.
Chegando em Manaus se hospedou nun hotel,e planejou tudo lá,numa manhã em que o marido saiu pra trabalhar,ela comunicou -se com o Dr. e ele foi de carro de aluguel busca-la,ja estava com as malas prontas,e após pega´la,foram em direção do porto,de onde partiria o navio rumo ao Acre.Já se encontravam no navio e sentindo-se são e salvos,perceberam uma confusão vindo do cais,uma pessoa tentava entrar e era impedido,de subir no navio.O dr.notou que era o marido desesperado tentando reaver sua formosa e linda mulher,avisado por uma vizinha ,pode assistir a partida dos fugitivos.Mas gritou a plenos pulmões que não hiam ser felizes,pois iria faze-los infelizes de um modo ou de outro,e se perdia nas nuves de fumaça aquela figura alta esbelta ,disposto a reaver a esposa roubada de porte negro,ficou ali olhando sua amada partir...
passado algum tempo,se soube que ele havia tirado a p´ropria vida,era muito triste o que ouvi.Fiquei decepcionada com o Dr.,porque ele não renunciou aquele amor?seria mais bonito creio,mas não deixou rastro e tragedia na pista de sua caminhada.
Agora disse a velha senhora,sabe porque é doida?
-não indaguei:Porque?
O espírito do tal marido encostou nela e nãolarga por nada.
Agora entendeu porque ele tá sempre nauela casa de fantasmas,falando como os mortos?
procurando convencer o pobre marido morto de abandonar a sua esposa atual,que ficou louca depois que ele morreu.Eles ainda tiveram um filho,mas ele mandou pro Rio de Janeiro para se formar em Dr.e não ser influenciado pelo fantasma.
Mas ele adora aquela mulher,sim fazia tudo por ela ,eu vi.
sim ,mas não lhe serve mais pra nada,disse ela.
E saiu dali,me entregando uma nota,que acabei indo levar para o papai,pois não queria mais pensar nisso ,pelo menos por enquanto.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Capítulo 4
Dr. Nogueira realmente era uma figura enigmática,quando penso saber dele ,menos sabia quem era tão notável figura ,que viria a fazer parte da minha história.
Sem pre rondando a casa na espreita,como um detetive querendo descobrir algo que pudesse me orgulhar na verdade.Na terra do Acre,nada se tendo a fazer,o ser que souber sonhar
viverá uma vida plena de alegria,por saber ,que viver é a arte de inventar.
Fui pega de surpresa naquele fim de tarde de uma segunda feira,de brisa suave e uma noite já enluarada,pois já se postara no céu como a avisar que meu destino estava começando,ou seja prenuncio de eras que adviriam mais tarde,mudando o rumo de minha vidinha.
O convite veio de imediato,você quer nos acompanhar até o centro?sabia que o centro ,era a tal casa das almas penadas,que ele e sua esposa débil,frequentavam e eram os fundadores e unicos frequentadores.Corri até minha casa para pedir permissão ao meu pai.
Surpresa,por ter deixado tão rápido,porque me vinha lampejo de medo e desejo de que meu pai disesse não.Certa de que teria que cumprir minha palavra ,partimos ,para aquela casa
tão suspeitada por todos ,cujo nome pessoas se negavam a pronunciar,pois temiam o que podia lhes acontecer.Afinal não era todo dia que se conhecia alguém que falasse com os mortos.Fui remoendo e procurando um jeito de não entrar no centro do Dr. Nogeueira.
Já próximo ao local,pude ouvir gritos de alegrias,eram meus amigos jogando bola ,justamente em frente ao centro do Dr.Me veio então a idéia,chegando ele tirou do bolso as chaves e convidou-me a entrar,um calafrio percorreu minha espinha e então disse não
prefiro ficar aqui do lado de fora esperando,ele me olhou sem surpresa,como se esperasse o ocorrido.Ele adentrou o centro e eu fui jogar bola com os meus amigos,que tão bem conhecia,sem rejeição pois precisavam de mais um e sabedores de que eu jogava modestamente mais do que pra menos,logo fui aceita e esqueci do Dr.
só lembrei dele depois que ouvi sua voz a me chamar e soube então que teria que sair da brincadeira que me fazia tão bem,pois desde sempre me dava melhor com o sexo masculino,por saber lidar tão bem com eles,não me perguntem como,pois nos meus seis anos,acredito que era como se já soubesse estar junto a eles,sempre com imponencia e liberdade de expressão sem palavreado brutal como era de costume por parte deles.As meninas sempre tive mais dificuldade para conversar ,lidar ,não me perguntem porque.
Já não tinha ninguém como amiga ,com excessão da Arlete,uma jovem da mesma idade ou mais velha dois anos..Arlete Calixto,é uma história pra outra hora.
Voltei pra cas com o Dr. e ai soube por irmãos na hora de dormir,que ele falava mesmo com os espíritos e queria curar sua esposa,pois ela nasceu saudável e que na idade já amadurecida ,e que tinha adoecido,mas não souberam me informar porque.
Bom vocês já perceberam o mistério ainda continuava,e eu haveria de descobrir.
Pois persistir era minha meta,meu lema jamais desistir.
domingo, 27 de maio de 2012
Capitulo 3
Dr.Nogueira
Bom ,era curioso como sendo uma menina nos 6 anos de idade tivesse tanta vontade de descobrir quem era aquele homem,misto de bondade misturado ao mal.Era assim que eu o via.confesso que tinha medo daquele homem tão sisudo e ao mesmo tempo tão dócil?
Era um homem de baixa estatura,cabeleira negra,basta de olhar indagador,sério,quase não se ouvia o tom de sua voz,mas quando pronunciava algo era como se cantasse uma bela melodia que vinha de seus olhos e lábios.Que homem belo ficava,com seu avental branco
reluzente.Tinha dois cachorros veroz,que tomavam conta da grande casa,como seria dentro daquele casario frio de corredores enormes,onde dariam os aposentos,frios de paredes
sóbrias poucas cadeiras,mas deu um bom gosto nas cadeiras trançadas de palha.
De vez enquando aparecia uma cadeira de balança,onde uma senhora semi gorda,de tez branca se assentava,sempre sorrindo.Mas não era um sorriso comum,talvez aqueles sorrisos de alguém débil que ri sem saber porque.
Parecia uma criança que necessitava de reprimenda do pai.porque digo isso?
ao passar por perto dela ,sentia uma espécie de medo,abria os braços tentando nos pegar,como se quisesse nos pegar para fazer nos mal.
ao gritos de horror como se estivesse louca,desesperada na tentativa vâ de pegar um braço para morder,pois ensaiara várias vezes,mostrando os dentes alvos e longos,numa tentativa inútil,gritava de dor e desespero.
Ao nosso lado aparecia ele o Dr.Nogueira,mandando que nos afastassemos dali,acalmando a esposa como se fora criança,ficava ali,olhando sem nada entender.
Voltava pra cas pensativa,sem nada a dizer a ninguém.
Quando eu tive dor de dente,pensei,agora é a hora de conhecer tal cas e seu mistério.
Num,velho salão,pequeno mas grande devido meu tamanho que o via assim,hia pedir-lhe ajuda para sanar minha dor.me acomodava na velha cadeira antiga de pedal,mandava abrir a boca e passava aquela agulha horrível no dente doído,limpando assim,para logo em seguida colocar uma cera que parecia de abelha ,mas de gosto ruim,me mandando logo pra cas,como se quisesse se livrar de mim.Nada me cobrou,agradecida lhe pedi se precisasse de mim,podia me chamar que eu o atenderia em suas necessidades.
O tempo passou,e um dia ensolarado,vi uma mão acenando pra mim,como a me chamar.Pensei orgulhosa,agora pagarei o que lhe devo,e ganhei um amigo,creio eu.
Disse -me pode ir buscar no hotel Madrid,minha marmita?pois hoje estou ocupado com meus pacientes e não poderei ir.nesse caso nem fui pedir ao meu pai,me senti grata por poder ajudar,mesmo que me custasse uma surra,não me incomodei.
Voltei coma marmita cheirando a comida caseira,apetitosa e convidadtiva,pensei como seria bom comer dessa comida.
Entregando a marmita,fui convidada a entrar para almoçar com aquela figura incomum.
Adentrando na velha mansão,percebi a frieza das paredes de tijolos,tão fria que parecian
m pra mim,a mansão dos filmes de terror,mas que atrai ao mesmo tempo.
Olhei a senhora já sentada a mesa com o mesmo sorriso de desdém,tive vontade de sair correndo,mas a fome o cheiro da comida eram convidativos,e falavam mais alto dentro de mim.sentei-me a mesa e comi,sem olhar pra mulher ao meu lado,no termino do almoço,ele mesmo tirou a mesa,levando lá pra dentro,voltando e pegando sua esposa ,levou-a ao banheiro para a tal higiene bucal.Levantei e fui atrás para observar mais de perto,e percebi que os gestos nobres de paciencia que vinham daquele homem,me deixou mais curiosam,como teria sido,o que aconteceu para ela estar tão dependente dele?.Pois tendo pernas perfeitas,braços e todos os orgãos funcionando,somente a cabeça era de uma criança.Logo imaginei ai tem história um discobrirei.
Ouvi sua voz ,repreendendo a senhora e ela tentava balbuciar algo que eu não consegui
entender.Bom era hora de ir,pois meu pai já devia estar preocupado comigo,supus,pois a única filha que o atendia nas suas necessidades era eu por ser caseira e estar sempre por perto.Meu pai estava já nervoso,mas nada dizia,sempre calado,já vinha falandocomigo puxando a orelha,que tinha um rasgo que nunca sarava,tanbém não disse onde estava e fui fazer o que me pediu.Buscar carvão na rua 6 de Agosto,longe dali,fui,mas decidida a voltar outra hora lá na casa do Dr.Nogueira,homem misterioso mas bom.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
"SEGUNDO CAPÍTULO"
Bom falo aqui de sofrimento,pois só se aprende depois que passar esse crivo que nos traz a razão,sentido primordial da vida,chamada de "DOR".
Aos seis anos aprendi a nadar,nun rio barrento de águas turvas de cor amarelo barro,senão existe ,inventei essa cor agora.Indo de encontro ao meu pai que tomou de minha mão e perguntou-me se gostaria de aprender a nadar.nesse intérim,não podia furtar-me de dize-lo sim.Colocou-me no colo,depois me pasou por cima dos seus ombros magros,e me jogando no meio desse rio barrento que cortava toda a cidade de Rio Branco,hoje sendo causa de muitas desgraças ,pois a enchente se faz presente sempre em Rio Branco/Acre.
Bom pensei que aprender seria com o pai pegando pelos braços e ensinando,não lodo engano,nadar é muito mais que isso,é sobreviver a própria sorte é decidir sobre a vida.Decisões que as vezes no cotidiano,não sabemos como faze-lo,a não ser em momentos tão dificeis ,que escolher o que se deseja tem que prevalecer.Nesse cenário de pavor,medo,misto de outros tantos sentimentos,me vi assim,morrendo engolindo toda água que não podia,e olhei pra pedir ajuda,pra minha surpresa vi meu pai andando ,subindo o barranco que leva a nossa casa.Me senti irada,com tanta voracidade de ódio que me vi debatendo e percebi,que ao bater dos braços e dos pés ,podia ficar assim submersa sem sentir-me afogada.Decisão acertada vi meu pai com ar de triunfo me olhando e pensei,morrer?eu?jamais vou ficar bem viva pra sua tristeza ou alegria ,só o tempo me daria essa resposta.Bom vencido enfim os piores momentos,nadei até a beira do rio caudaloso e fiquei assim,respirando cansada por não sei quanto tempo.Cansada sim ,mas viva e contente por minha decisão de manter-me viva.
Por essa decisão ,percebi que ela viria mais tarde me trazer,lembranças do ocorrido e me confrontar com novas situações.Bom ,isso era pra mais adinte no decorrer da caminhada.
No dia 2 de junho de 1962,acordei para uma nova vida ,que daquele dia endiante estaria traçando meu destino,para novas terras.
Mamãe,não estava na cozinha,procurando em toda casa ,pude perceber ,que a mesma não se encontrava ali.
Percebi que todos me olhavam,meus irmãos,meu pai,estavam sentados a mesa de madeira comprida retangularcom tanburetes feito de maçaranduba,madeira da região,pois sendo de arvores fortes e grandes seria duradoura para uma familia tão grande.
Voltando-me para o que de fato me interessava,pude perceber que mamãe onde estivesse jamais voltaria,sentindo o silencio perguntei,e a resposta seria a já esperada,não estava e tão cedo voltaria,pois acabara de pegar o VÔO de manhã para ir ao Rio de Janeiro tratar de enfermidades,ou seja pancadas dadas por meu pai na cabeça de minha mãe causando assim,vários pontos,tanto na cabeça,quanto na orelha ,que havia sido costurada por 6 pontos devido aseu ciúme exagerado que havia feito ela viajar,em busca de ajuda médica pois não havia recurso na cidade para tal atendimento.
Me faz lembrar do Dr.Edilon,médico que hoje sabemos ter sido de familias várias,atendendo em sua casa,dependendo do caso ou da gravidade da situação na casa do paciente.
Hvia também o Dr.Nogueira,dentista amigos de todos ,homem que trazia consigo mistérios que como toda criança,ou seja como eu era tinha que desvendar,vou falar desse dentista ,tenha paciencia e continue lendo.Você vai se comover com o que descobri...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O poço(primeiro capitulo
Nos idos de 1952,em Rio Branco -Acre,nasce uma menina bem pequenina,a sexta filha de nove filhos do casal,Raimunda e João,este Cearence de profissão ,alfaiate e ela Acreana,também vinda de uma família grande .De porte médio,dona de um sorriso encantador,elegante,embora sendode família humilde,mas de uma beleza de fazer inveja.Ele homem simples de estatura pequena,olhos verdes,mas também elegante,pois fazia suas próprias roupas,trabalhador nato.seu joão era encantador em sua simplicidade,mas calado,absorvia tudo o que houvia,fazendo muitas das vezes ouvido de mercador,mas um tanto impaciente.Foi assim nesa casa da rua 24 de janeiro sem numero que cheguei,naquela cas de madeira ,pequena de apenas dois quartos pra cinco irmãos homens,para 4 mulheres.
Dormiamos assim um em cima do outro,numa cama de casal,e outros em redes espalhada pela cozinha ou até mesmo em cima da cama onde mal suportava tres pessoas,colchao de crina,pesado,onde mijar era comum,para os homens da casa,pois as mulheres não podiam se dar a esse luxo.
tendo no fundo do pequeno quintal um poço,onde com 3 passos se chegava a uma casinha escura sem luz,aonde se fazia as necessidades de todos da casa.Bom cresci nesse ambiente onde imaginei ter sido feliz até os cinco anos de idade,onde a menina Neidoca,viva descalça e brincava com bonecas improvisadas de espiga de milho,com os cabelos amarelos e roupinhas confeccionadas pela mesma.
Sonhava com o princope que chegaria nun cavalo branco,e a levaria dali,entre esses davaneios acordava sempre com os gritos de papai sempre me pedindo pra ir buscar linha de numero e cor ,para terminar as encomendas das roupas ,que seriam,calças ou ternos,pois as camisa de homem,mamãe mesma fazia,aprendi a fazer bainha,e chulear as calças para papai.Ainda não frequentava a escola smente com 6 anos é que iria,par o grupo escolar Joana Angelica,cuja diretora era dona Alzira,mulher de alma nobre .Bom o tempo corre e começariam logo aquilo que chamamos de sofrimento.Mas ate aquele momento tudo era maravilha,pelo menos pensei ser.
Dormiamos assim um em cima do outro,numa cama de casal,e outros em redes espalhada pela cozinha ou até mesmo em cima da cama onde mal suportava tres pessoas,colchao de crina,pesado,onde mijar era comum,para os homens da casa,pois as mulheres não podiam se dar a esse luxo.
tendo no fundo do pequeno quintal um poço,onde com 3 passos se chegava a uma casinha escura sem luz,aonde se fazia as necessidades de todos da casa.Bom cresci nesse ambiente onde imaginei ter sido feliz até os cinco anos de idade,onde a menina Neidoca,viva descalça e brincava com bonecas improvisadas de espiga de milho,com os cabelos amarelos e roupinhas confeccionadas pela mesma.
Sonhava com o princope que chegaria nun cavalo branco,e a levaria dali,entre esses davaneios acordava sempre com os gritos de papai sempre me pedindo pra ir buscar linha de numero e cor ,para terminar as encomendas das roupas ,que seriam,calças ou ternos,pois as camisa de homem,mamãe mesma fazia,aprendi a fazer bainha,e chulear as calças para papai.Ainda não frequentava a escola smente com 6 anos é que iria,par o grupo escolar Joana Angelica,cuja diretora era dona Alzira,mulher de alma nobre .Bom o tempo corre e começariam logo aquilo que chamamos de sofrimento.Mas ate aquele momento tudo era maravilha,pelo menos pensei ser.
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